Ransomware é um tipo de malware que bloqueia ou criptografa dados da vítima e exige pagamento para liberar o acesso.
Segundo um estudo recente, o Brasil está no top 3 entre países que sofrem mais ataques de ransomware, perdendo apenas para Estados Unidos e Índia.
Portanto, além de compreender o que é e como funciona, é importante olhar para a origem desse tipo de ataque malicioso e refletir sobre o futuro da cibersegurança. Boa leitura!
- O que é ransomware?
- Como funciona um ataque ransomware?
- Qual é a origem do ransomware?
- Principais tipos de ransomware
- 6 formas de prevenção contra ransomware
- O que fazer em caso de ataque?
- Top 5 casos de ataque ransomware no Brasil.
O que é ransomware?
Ransomware é um tipo de malware criado para bloquear o acesso a sistemas, arquivos ou dispositivos e exigir um pagamento para liberar esse conteúdo.
Na maioria dos casos, esse bloqueio acontece por meio da criptografia dos arquivos, o que impede que a vítima consiga abrir documentos, imagens, bancos de dados e outros materiais importantes.
Esse tipo de ameaça pode atingir pessoas físicas, pequenas empresas e grandes organizações. Além da indisponibilidade dos dados, um ataque também pode causar interrupção de operações, prejuízo financeiro e exposição de informações sensíveis.
Como funciona um ataque ransomware?
Um ataque ransomware costuma seguir um fluxo relativamente previsível, desde a invasão inicial até a exigência de resgate. Em geral, ele acontece assim:
- Entrada no sistema: a invasão pode acontecer por e-mails falsos, links maliciosos, falhas de segurança, credenciais comprometidas ou downloads inseguros;
- Disseminação no ambiente: depois de entrar no dispositivo ou na rede, o malware pode se espalhar e localizar arquivos e sistemas importantes;
- Criptografia ou bloqueio: em seguida, os criminosos bloqueiam o acesso aos dados, geralmente por meio da criptografia dos arquivos;
- Exigência de resgate: após o bloqueio, surge uma mensagem informando que os dados foram sequestrados e exigindo pagamento, normalmente em criptomoedas, para uma suposta liberação;
- Ameaça de vazamento: em alguns casos, os invasores também copiam informações antes da criptografia. Assim, além de cobrar pela recuperação do acesso, ainda ameaçam divulgar os dados caso o valor não seja pago.
Qual é a origem do ransomware?
O primeiro caso documentado desse tipo de ataque surgiu em 1989, com um malware conhecido como AIDS Trojan ou PC Cyborg Trojan, considerado o primeiro exemplo de ransomware da história.
Esse programa malicioso era distribuído por disquetes enviados pelo correio. Depois de ser instalado, ele alterava arquivos do sistema e bloqueava o acesso a diretórios do computador, exibindo uma mensagem que exigia pagamento para a recuperação do acesso.
Na época, a cobrança era feita por envio de US$189 para uma caixa postal no Panamá. Comparado aos ataques atuais, esse primeiro ransomware era tecnicamente mais limitado.
Ainda assim, ele já trazia a lógica central que continua sendo usada até hoje: impedir o acesso a dados ou sistemas e exigir um resgate em troca da liberação.
Com o avanço da internet, da criptografia e dos meios digitais de pagamento, os ataques evoluíram e se tornaram muito mais sofisticados, escaláveis e lucrativos para grupos criminosos.
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Principais tipos de ransomware
Existem diferentes tipos de ransomware, e entender essas variações ajuda a perceber como esse tipo de ameaça pode afetar usuários e empresas de maneiras distintas. Em alguns casos, o objetivo é bloquear arquivos.
Em outros, interromper o uso do sistema, pressionar pelo vazamento de dados ou até facilitar a atuação de outros criminosos. Veja a seguir!
Crypto ransomware
O crypto ransomware atua criptografando arquivos da vítima, como documentos, planilhas, imagens, bancos de dados e outros conteúdos importantes, tornando-os inacessíveis sem uma chave de descriptografia.
Na prática, isso significa que a empresa ou o usuário continua vendo os arquivos no sistema, mas não consegue abri-los nem utilizá-los. Depois da criptografia, os criminosos exibem uma mensagem exigindo pagamento para liberar o acesso.
Esse é um dos modelos mais perigosos porque atinge diretamente a operação. Se os arquivos comprometidos forem essenciais para o funcionamento de uma empresa, o impacto pode envolver paralisação de atividades, perda de produtividade e prejuízo financeiro.
Locker ransomware
O locker ransomware tem uma lógica um pouco diferente: em vez de focar principalmente na criptografia dos arquivos, ele bloqueia o acesso ao dispositivo ou ao sistema, impedindo que a vítima utilize normalmente o computador, o servidor ou o ambiente afetado.
Nesse tipo de ataque, a pessoa pode até continuar com os dados fisicamente armazenados no equipamento, mas não consegue acessar o sistema para trabalhar, operar ou recuperar as informações com facilidade.
Double extortion ransomware
O double extortion ransomware ampliou o nível de pressão exercido pelos criminosos. Nesse modelo, além de criptografar os dados, os invasores também copiam informações antes do bloqueio.
Com isso, o ataque passa a ter duas frentes de chantagem: a cobrança para restaurar o acesso aos arquivos e a ameaça de divulgar dados sensíveis caso o pagamento não seja feito.
Esse formato se tornou especialmente preocupante para empresas porque ele combina indisponibilidade operacional com risco reputacional, jurídico e regulatório. Mesmo que a vítima tenha backup e consiga restaurar os sistemas, ainda pode enfrentar o problema do possível vazamento de informações.
Scareware
O scareware usa uma estratégia baseada em medo e manipulação. Ele normalmente exibe mensagens alarmistas, avisos falsos de infecção ou notificações enganosas para convencer a vítima de que há um problema grave no dispositivo.
A partir desse susto, o usuário é induzido a baixar programas falsos, clicar em links suspeitos, fornecer dados ou realizar pagamentos indevidos. Em alguns casos, o bloqueio real é menor; em outros, o golpe serve como porta de entrada para ameaças mais sérias.
Embora nem sempre opere com o mesmo nível de sofisticação de outros tipos de ransomware, o scareware continua sendo perigoso porque explora a reação emocional da vítima e se apoia em engenharia social para funcionar.
Ransomware as a Service (RaaS)
O Ransomware as a Service, ou RaaS, não é exatamente um tipo de bloqueio, mas sim um modelo de operação criminosa. Nele, grupos especializados desenvolvem a infraestrutura do ransomware e a disponibilizam para terceiros, que passam a executar os ataques.
Funciona de forma parecida com um serviço por assinatura ou parceria: os desenvolvedores fornecem o malware, painéis de controle, suporte e até divisão de lucros, enquanto outros criminosos colocam a operação em prática.
Esse modelo ajudou a ampliar a disseminação do ransomware porque reduziu a barreira técnica para novos ataques. Em vez de criar uma ameaça do zero, criminosos com menos conhecimento técnico podem usar estruturas prontas e atingir mais vítimas com rapidez.
6 formas de prevenção contra ransomware
Prevenir ransomware exige uma combinação de tecnologia, processos e conscientização. A seguir, estão cinco medidas importantes para reduzir os riscos.
1. Use backup (3-2-1) e teste restauração
Manter backups é uma das medidas mais importantes contra ransomware. A estratégia 3-2-1 consiste em ter três cópias dos dados, armazenadas em dois tipos diferentes de mídia, sendo uma delas mantida fora do ambiente principal.
Além de criar cópias de segurança, também é essencial testar periodicamente a restauração dos arquivos. Esse aspecto ajuda a garantir que os dados possam ser recuperados de forma rápida e correta em caso de incidente.
2. Mantenha sistemas e aplicativos atualizados
Falhas de segurança em sistemas operacionais, programas e aplicativos podem ser exploradas por criminosos para instalar ransomware. Por isso, aplicar atualizações e correções de segurança com frequência reduz brechas conhecidas e fortalece a proteção do ambiente.
Essa prática deve incluir servidores, computadores, dispositivos móveis, roteadores e qualquer solução conectada à rede.
3. Ative MFA e aplique o princípio do menor privilégio
A autenticação multifator, conhecida como MFA, adiciona uma camada extra de segurança ao exigir mais de uma forma de verificação no login. Isso dificulta acessos indevidos, mesmo quando uma senha é comprometida.
Já o princípio do menor privilégio consiste em conceder a cada usuário apenas os acessos realmente necessários para sua função. Dessa forma, se uma conta for invadida, o potencial de dano tende a ser menor.
4. Treine usuários contra phishing e links maliciosos
Muitos ataques começam com erro humano. E-mails falsos, anexos suspeitos e páginas fraudulentas continuam sendo portas de entrada comuns para ransomware.
Por isso, treinar usuários para reconhecer sinais de phishing, evitar cliques impulsivos e desconfiar de mensagens inesperadas é uma etapa importante da prevenção.
5. Use proteção de endpoint e monitore acessos
Ferramentas de proteção de endpoint ajudam a identificar comportamentos suspeitos em dispositivos conectados à rede, como tentativas de execução de arquivos maliciosos ou alterações em massa em documentos.
Além disso, monitorar acessos, eventos e movimentações incomuns pode ajudar a detectar rapidamente uma ameaça e conter sua propagação antes que ela afete mais sistemas.
6. Aposte em serviços de segurança digital
Além das boas práticas internas, contar com soluções de segurança digital no dia a dia também pode fortalecer a proteção contra ameaças como o ransomware.
Ferramentas desse tipo ajudam a ampliar a defesa dos dispositivos, reforçar a segurança da navegação e adicionar uma camada extra de proteção à rotina online.
Nesse contexto, a Alares Internet oferece o McAfee como um de seus serviços adicionais na categoria de segurança digital, ampliando o ecossistema de proteção disponível para os clientes. Confira!
Top 5 casos de ataques ransomware no Brasil
O Brasil já registrou casos de ransomware com grande repercussão, atingindo instituições públicas e empresas de diferentes setores. Esses episódios mostram como esse tipo de ataque pode comprometer operações, interromper serviços e gerar impactos que vão além da área de tecnologia. Veja, a seguir:
1. STJ (2020)
O ataque ao Superior Tribunal de Justiça chamou atenção porque atingiu uma das principais instituições do Judiciário brasileiro. Sistemas ficaram indisponíveis e houve impacto direto no funcionamento da corte, com sessões afetadas e dificuldades na tramitação de processos.
O caso se tornou emblemático por mostrar que até órgãos públicos de alta relevância estão sujeitos a esse tipo de ameaça.
2. JBS (2021)
O caso da JBS ganhou repercussão internacional porque envolveu uma empresa brasileira com operação global e importância estratégica no setor de alimentos.
O ataque afetou parte das operações da companhia e levantou preocupação sobre impactos em cadeia, já que empresas desse porte têm papel importante no abastecimento. Também ficou muito conhecido porque a empresa confirmou o pagamento de resgate.
3. Lojas Renner (2021)
O ataque à Renner teve grande visibilidade porque atingiu uma marca muito conhecida do varejo nacional e trouxe efeitos perceptíveis para o público.
O site e outros sistemas ficaram indisponíveis, o que afetou a operação digital da empresa. Por atingir uma companhia bastante presente no dia a dia do consumidor, o caso ajudou a popularizar o debate sobre ransomware no Brasil.
4. Grupo Fleury (2021)
No caso do Fleury, o destaque veio do fato de o ataque atingir a área da saúde, um setor especialmente sensível. Problemas em sistemas e acessos podem comprometer rotinas críticas, exames e atendimento, o que amplia a gravidade do incidente.
A repercussão foi grande porque o episódio reforçou como ataques cibernéticos podem afetar serviços essenciais, e não apenas operações administrativas.
5. Atento Brasil (2021)
O caso da Atento chamou atenção pelo impacto operacional. Como a empresa atua com serviços de atendimento e suporte para outras marcas, qualquer interrupção tende a afetar múltiplas frentes ao mesmo tempo.
O ataque mostrou como ransomware também pode comprometer empresas que funcionam como elo importante na operação de terceiros, ampliando o alcance do problema. (Atento)
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O que fazer em caso de ataque?
Se houver suspeita ou confirmação de um ataque ransomware, agir rapidamente é essencial para reduzir os danos. De forma geral, a resposta deve seguir estes passos:
- Isole os sistemas afetados: desconecte dispositivos comprometidos da rede para tentar impedir a propagação do ataque.
- Acione a equipe responsável: informe imediatamente a área de TI, segurança da informação ou o suporte especializado para iniciar a análise do incidente.
- Identifique a extensão do problema: avalie quais sistemas, arquivos e acessos foram comprometidos para entender o alcance do ataque.
- Preserve evidências: registre informações sobre o incidente, mensagens exibidas, horários e comportamentos observados, pois isso pode ajudar na investigação.
- Verifique os backups disponíveis: confirme se há cópias íntegras dos dados e se a restauração pode ser feita com segurança.
- Redefina credenciais e revise acessos: depois da contenção inicial, pode ser necessário trocar senhas, revogar acessos comprometidos e reforçar permissões.
- Siga o plano de resposta da organização: empresas que possuem protocolos definidos devem acionar esse processo para orientar contenção, recuperação e comunicação.
- Comunique as partes envolvidas: dependendo do caso, pode ser necessário informar liderança, clientes, parceiros e autoridades competentes.
A importância da prevenção contra ransomware
No fim, entender o que é ransomware é perceber como ameaças digitais podem afetar não apenas arquivos e sistemas, mas também a continuidade de uma operação.
Mais do que um problema técnico, o ransomware evidencia a importância de estruturas de segurança bem definidas, com rotinas de prevenção, controle de acessos, atualização de sistemas e capacidade de resposta diante de incidentes.
É por isso que empresas de diferentes portes contam com parceiros especializados como a Alares, que oferece soluções corporativas com alta estabilidade, suporte dedicado e infraestrutura preparada para apoiar operações mais seguras.
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