Os principais tipos de ataques cibernéticos são tentativas de explorar falhas em sistemas, redes ou dispositivos para roubar dados, causar danos ou interromper serviços digitais.
Se no início da internet as ameaças eram mais simples e restritas a poucos ambientes técnicos, hoje os ataques evoluíram na mesma velocidade da transformação digital, acompanhando o crescimento do uso de aplicativos, serviços em nuvem e conexões remotas no dia a dia.
Veja, neste artigo:
O que são ataques cibernéticos?
Ataques cibernéticos são ações intencionais que exploram vulnerabilidades em sistemas, redes, dispositivos ou no próprio comportamento do usuário. O objetivo pode variar: roubo de dados, espionagem, fraude financeira, interrupção de serviços ou obtenção de acesso não autorizado.
Eles podem atingir tanto grandes organizações quanto usuários individuais. Muitas vezes, combinam falhas técnicas com engenharia social, tornando a conscientização um dos principais mecanismos de defesa.
15 principais tipos de ataques cibernéticos
Confira, a seguir, os 15 principais tipos de ataques cibernéticos que ameaçam usuários e empresas atualmente, e entenda como cada um funciona na prática.
1. Phishing
Phishing é um ataque que utiliza comunicação fraudulenta para induzir a vítima a revelar informações confidenciais, como senhas, códigos de autenticação, dados bancários ou corporativos. Ele se baseia principalmente na falsificação de identidade digital.
O ataque costuma explorar senso de urgência, autoridade ou ameaça, simulando bancos, operadoras, plataformas de pagamento ou serviços de entrega.
Com o aumento do uso de aplicativos e autenticação via SMS, o phishing passou a incluir também mensagens automatizadas e páginas falsas adaptadas para dispositivos móveis.
Exemplo: um e-mail aparentemente enviado por um serviço de armazenamento em nuvem informa que a conta será suspensa e solicita login imediato em um site idêntico ao original.
2. Malware
Malware é qualquer software desenvolvido com finalidade maliciosa, capaz de comprometer dispositivos, redes ou dados. Ele pode assumir diversas formas, como vírus, trojans, worms e backdoors.
Atualmente, malwares são frequentemente distribuídos por meio de extensões falsas de navegador, arquivos compartilhados em ambientes colaborativos e aplicativos não oficiais. Muitos operam de forma silenciosa, coletando dados ou criando acessos remotos persistentes.
Exemplo: um usuário baixa um “atualizador de driver” falso que instala um programa oculto capaz de monitorar suas atividades online.
3. Ransomware
Ransomware é um tipo de malware que criptografa arquivos ou sistemas inteiros, impedindo o acesso até que um pagamento seja feito. Em versões mais recentes, o ataque combina criptografia com exfiltração de dados.
Esse modelo aumenta a pressão sobre a vítima, que passa a correr risco de exposição pública de informações confidenciais.
Exemplo: uma empresa tem seus sistemas bloqueados e recebe notificação exigindo pagamento em criptomoeda sob ameaça de divulgação de dados internos.
4. Ataques DDoS
O ataque DDoS tem como objetivo tornar um serviço indisponível ao sobrecarregar servidores com volume excessivo de requisições simultâneas. Ele não invade diretamente o sistema, mas compromete sua disponibilidade.
Esse tipo de ataque é frequentemente realizado por redes de dispositivos infectados e pode ser usado como forma de sabotagem ou extorsão.
Exemplo: uma plataforma de streaming sai do ar após receber tráfego automatizado muito acima de sua capacidade operacional.
5. Ataque de keylogger
O keylogger é um mecanismo de espionagem que registra tudo o que é digitado no teclado. Pode ser implementado via software ou hardware.
Ele é especialmente perigoso porque atua de forma invisível, capturando credenciais, mensagens privadas e dados financeiros ao longo do tempo.
Exemplo: um computador infectado registra o login corporativo do usuário, permitindo acesso indevido à rede interna da empresa.
6. Spyware
Spyware é um software projetado para coletar informações sobre o usuário sem o consentimento de um usuário. Diferente de outros malwares destrutivos, seu foco é o monitoramento. Pode capturar histórico de navegação, localização, dados de aplicativos e até gravações de tela.
Exemplo: um aplicativo aparentemente gratuito solicita permissões excessivas e passa a monitorar comportamento digital para envio de dados a terceiros.
7. Engenharia social
Engenharia social é uma técnica de manipulação psicológica usada para convencer a vítima a fornecer informações ou executar ações inseguras.
O ataque não depende apenas de falhas técnicas, mas da exploração de confiança, medo ou urgência. Em 2026, já existem casos combinando engenharia social com deepfakes de voz.
Exemplo: um colaborador recebe ligação simulando a voz de um gestor solicitando transferência emergencial de valores.
8. Ataque Man-in-the-Middle (MitM)
No ataque Man-in-the-Middle (MitM), o invasor intercepta a comunicação entre duas partes, como um usuário e um site, sem que elas percebam. O criminoso se posiciona “no meio” da troca de dados, podendo apenas monitorar ou também alterar informações transmitidas.
Esse tipo de ataque explora conexões inseguras, falhas em certificados digitais ou redes públicas mal protegidas. Em contextos atuais, pode ocorrer durante acessos a plataformas corporativas, aplicativos financeiros ou serviços em nuvem quando a conexão não está devidamente criptografada.
Exemplo: em um Wi-Fi público, o invasor intercepta a conexão de um usuário que acessa um sistema corporativo sem VPN e captura suas credenciais de login.
9. Ataque a redes Wi-Fi
Ataques a redes Wi-Fi exploram falhas de configuração, protocolos de criptografia desatualizados ou senhas fracas. Também envolvem a criação de redes falsas (Evil Twin) que imitam redes legítimas para induzir conexões indevidas.
Com o aumento do trabalho remoto e do uso de dispositivos pessoais para acessar sistemas corporativos, redes domésticas mal configuradas também se tornaram alvos relevantes.
Exemplo: um atacante cria uma rede chamada “Café_WiFi_Oficial” em um espaço público. Usuários se conectam e todo o tráfego passa a ser monitorado, incluindo logins em e-mails e plataformas de trabalho.
10. Ataque de força bruta
O ataque de força bruta consiste em testar automaticamente múltiplas combinações de senha até encontrar a correta. Ele pode ser realizado de forma simples ou com variações mais sofisticadas, como ataques baseados em dicionário ou combinações comuns.
A ausência de limite de tentativas de login e o uso de senhas previsíveis aumentam significativamente o risco. Sistemas sem autenticação multifator são ainda mais vulneráveis.
Exemplo: um painel administrativo com senha “Empresa2025” é comprometido após um software automatizado testar combinações comuns relacionadas ao nome da empresa.
11. Ataque de Injeção SQL
A Injeção SQL ocorre quando um sistema não valida corretamente os dados inseridos em formulários, permitindo que comandos maliciosos sejam executados diretamente no banco de dados.
Esse ataque pode resultar em vazamento, alteração ou exclusão de informações sensíveis. Plataformas com campos de login, busca ou cadastro mal protegidos são alvos frequentes.
Exemplo: um invasor insere código malicioso em um campo de login vulnerável e consegue listar registros completos da base de dados de clientes.
12. Cross-Site Scripting (XSS)
O Cross-Site Scripting (XSS) acontece quando um site permite que scripts maliciosos sejam inseridos e executados no navegador de outros usuários. O ataque explora falhas na validação de conteúdo exibido na página.
Ele pode ser usado para roubar cookies de sessão, redirecionar usuários para páginas falsas ou executar ações em nome da vítima sem seu conhecimento.
Exemplo: um campo de comentários vulnerável permite que um atacante insira código que captura o token de sessão de usuários logados na plataforma.
13. Ataque de botnet
Botnets são redes de dispositivos infectados que passam a ser controlados remotamente por um atacante. Esses dispositivos podem incluir computadores, servidores, roteadores e até equipamentos IoT, como câmeras e assistentes inteligentes.
Uma vez sob controle, os dispositivos são utilizados para executar ataques coordenados, como DDoS, envio massivo de spam ou distribuição de malware.
Exemplo: milhares de roteadores domésticos com firmware desatualizado são comprometidos e usados para sobrecarregar os servidores de uma plataforma digital.
14. Ataque de credential stuffing
Credential stuffing é um ataque automatizado que utiliza combinações de e-mail e senha vazadas anteriormente para tentar acessar outros serviços. Ele se baseia na reutilização de credenciais em diferentes plataformas.
Com ferramentas automatizadas, o atacante pode testar milhares de combinações em poucos minutos, explorando a falta de autenticação multifator.
Exemplo: após o vazamento de dados de um fórum online, criminosos utilizam as mesmas credenciais para tentar acessar contas de streaming, redes sociais e aplicativos financeiros.
15. Ataque de spoofing
Spoofing é a falsificação de identidade digital para enganar a vítima. Pode envolver e-mails (e-mail spoofing), números de telefone (caller ID spoofing), sites (website spoofing) ou até endereços IP.
Esse ataque é frequentemente combinado com phishing ou engenharia social, aumentando sua credibilidade e taxa de sucesso.
Exemplo: um usuário recebe ligação aparentemente originada do número oficial do banco solicitando confirmação de código enviado por SMS, quando na verdade o número foi falsificado pelo atacante.
Alares Internet: comprometida com sua segurança digital
Os tipos de ataques cibernéticos evoluem constantemente, acompanhando o avanço da tecnologia e a ampliação do uso de aplicativos, serviços em nuvem e dispositivos conectados.
O que antes estava restrito a grandes corporações hoje também impacta usuários comuns, profissionais autônomos e pequenas empresas que dependem da internet para trabalhar, estudar e se comunicar.
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